O balanço da XVI Feira de
Artesanato, Agricultura e Gastronomia da Mealhada, que decorreu de 7 a 14 de junho, não podia ser
mais positivo. O certame contou com dezenas de milhares de visitantes e o
recinto da feira, que este ano era o dobro, chegou a encher vários dias,
sobretudo nas noites de sexta e sábado e no feriado de 10 de junho, com a
emissão em direto do programa televisivo “Somos Portugal”. Uma edição que fica
marcada por um crescimento de qualidade, por uma boa organização, por ter mais
de uma centena de expositores, pela representação dos novos setores da
agricultura, pecuária e empresarial, pelo cartaz, pela passagem do “Somos
Portugal” no recinto e, sobretudo, pela adesão do público. “Correu muito bem!
Para o ano vai ser melhor, ainda vai crescer mais”, avançou o presidente da
autarquia, Rui Marqueiro.
O espaço era bem maior do que o
do ano passado e ia das Piscinas Municipais à Escola Profissional da Mealhada.
Isto, porque o número de expositores também aumentou, para mais de uma centena,
e passou a haver representação de outras atividades para além do artesanato e
da gastronomia no certame, tais como, a agricultura, a pecuária e o setor
empresarial. “O que pretendemos é promover o concelho, as suas maravilhas e o
setor económico”, sintetizou o edil, acrescentando: “A agricultura já está
muito bem representada e a pecuária também tem uma pequena representação. Já
apostámos também no setor empresarial, mas este foi o primeiro ano. Para o ano,
esperamos crescer ainda mais”, sublinhou Rui Marqueiro.
Público “procura” gastronomia e
animação
Os ingredientes base
mantiveram-se: artesanato, sabores da região, provas de vinho e um cartaz
apelativo. Quem visitou o certame encontrou mais expositores, com os artesãos a
mostrarem a sua arte, ao vivo e a cores. Desde esculturas em barro e em
madeira, à tapeçaria, à cestaria, aos bordados, ao calçado, à tecelagem, muito
se pôde ver. Algumas artesãs “queixaram-se”, contudo, da crise que sente quem
as visita. Conceição Costa, da Mealhada, que participa no certame desde 2003,
garante: “Não há dinheiro para este tipo de compras. As pessoas que antigamente,
mesmo que não comprassem entravam no stand e viam a feitura das obras, agora
olham ali da estrada….”.
Madalena Novo, proprietária do
stand dos “Bordados de Castelo Branco”, esteve na Feira da Mealhada pela
terceira vez. “Gostei muito do primeiro ano que participei. O certame
realizava-se no centro da cidade. Foi melhor que o do ano passado e, por este
andar, o do ano passado será melhor que o deste”, lamenta a artesã, que,
contudo, garante: “Neste lado, vêm muito mais pessoas, que se interessam pela
animação e gastronomia e não tanto por artesanato”.
Filas para jantar foram “o prato
do dia”
Os cheiros e os sabores também
foram os tradicionais: dos negalhos à chanfana, passando pelo leite-creme e o
arroz-doce, muito se saboreou nas habituais tasquinhas de gastronomia que, este
ano, também tiveram leitão. As filas para jantar demonstraram o quão concorrido
esteve o certame. E o público gostou. “Acho que este foi o melhor ano do
certame, em termos de assistência e de qualidade”, disse-nos Miguel Oliveira,
natural da Mealhada, que referenciou a “Tasquinha de Barcouço”. “Comi lá uma
picanha muito boa!”, elogiou. Também António Vieira, da Vacariça, garantiu
“nunca ter visto tanta gente no certame”. “É muito melhor aqui do que no Jardim
Municipal”, afirma.
O leitão pôde também ser
apreciado num restaurante do projeto 4 Maravilhas, o Octávio dos Leitões, que
marcou presença no certame. Ao nosso jornal, João Paulo Ramalho, gerente do
restaurante, faz um “balanço positivo”. “Julgo que este mesmo evento deverá ser
feito também em outubro ou novembro, para se rentabilizar ainda mais as
‘Maravilhas da Mealhada’”, explica.
Já o stand das “4 Maravilhas da
Mesa da Mealhada”, que deu a conhecer aos visitantes os produtos gastronómicos
de excelência do concelho – a água do Luso, o pão da Mealhada, o vinho e os
espumantes dos produtores e, claro, o leitão – foi dos mais concorridos.
José Cid, “Somos Portugal” e Berg
levaram enchente ao recinto
“A animação foi responsável pelas
enchentes que o recinto teve à noite. E se a noites da semana foram mais
tranquilas, sendo possível as pessoas movimentarem-se no espaço sem grandes
percalços, nas noites do fim-de-semana o público não deu tréguas e o recinto
ficou repleto de gente. Foi o que aconteceu no sábado de inauguração, com José
Cid, nas noites de Ruizinho de Portugal e Banda Red e, sobretudo, na noite de
Berg, sábado, 14 de junho. Mais mesmo, só no Dia de Portugal. O feriado de 10
de junho contou com milhares de pessoas no certame, que não quiseram perder a
Festa das 4 Maravilhas, que o programa ‘Somos Portugal’, da TVI, realizou, em
direto do recinto. Um programa com mais de um milhão de telespetadores,
apresentado por Nuno Eiró e Iva Domingues, que contou com a presença de
artistas como José Malhoa, Rosinha de Portugal e Minhotos Marotos”, lê-se num
comunicado de imprensa da autarquia.
Certo é que o espaço pareceu
pequeno para tanta gente e, sem qualquer dúvida, a adesão do público marcou
esta edição da feira. “Esta edição correu muito, muito bem. Mas para o ano a
feira vai mudar, vai crescer ainda mais”, frisou Marqueiro, não querendo,
contudo, revelar pormenores sobre uma possível alteração do formato do evento.
“Está no segredo dos Deuses”, concluiu.
A galeria de vídeos do rescaldo do evento, onde também foi gravada a
Síntese Informativa da Mealhada, número 26, pode ser vista em
http://www.bairradatv.com/
Reportagem de Mónica Sofia Lopes publicada na edição impressa do quinzenário Jornal da Mealhada, número 922, de 25 de junho de 2014.
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